SPO3 Sociedade Pessoana Orpheu 3

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Modernismo português

Orpheu 3 e o legado pessoano

A revista que deu expressão à primeira geração modernista portuguesa teve uma vida breve e uma influência duradoura.

Cronologia

Dois números e um terceiro horizonte

Uma introdução à revista Orpheu e à origem do nome adotado pela Sociedade Pessoana Orpheu 3.

  1. Orpheu 1

    O primeiro número reúne autores portugueses e brasileiros e afirma uma nova atitude literária e artística.

  2. Orpheu 2

    Dirigido por Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, aprofunda a rutura estética e o alcance do projeto.

  3. O número interrompido

    O terceiro número, projetado desde 1915, chegou às provas tipográficas datadas de 1917, mas não circulou então. As provas conservadas seriam publicadas em 1983, seguindo-se uma edição em 1984.

  4. Início do percurso da Sociedade Pessoana Orpheu 3

    O percurso da Sociedade Pessoana Orpheu 3 começa no centenário da revista, recuperando este nome e prolongando simbolicamente o horizonte cultural da revista Orpheu.

  5. Constituição formal da Sociedade Pessoana Orpheu 3

    A escritura notarial de constituição foi celebrada em Évora, dando forma jurídica ao percurso iniciado em 2015.

Fontes de consulta: Arquivo Virtual da Geração de Orpheu e Biblioteca Nacional Digital.

Literatura e artes

Autores e obras de Orpheu 3

As provas conservadas de Orpheu 3 reúnem os oito autores abaixo. Os planos editoriais foram mudando: importa distinguir os textos que chegaram à composição tipográfica das colaborações apenas projetadas.

  • Fernando Pessoa

    Gládio e Além-Deus

    Poemas assinados em nome próprio, na voz ortónima de Fernando Pessoa.

  • Mário de Sá-Carneiro

    Poemas de Paris

    O conjunto inclui Sete Canções de Declínio, Abrigo, Cinco Horas, Serradura e O Lord.

  • José de Almada Negreiros

    A Cena do Ódio

    Escrito em 1915 para o terceiro número, o poema dá expressão à intervenção provocatória de Almada no Modernismo português.

  • Albino de Menezes

    Após o Rapto

    Composição em prosa presente nas provas conservadas de Orpheu 3.

  • José Coelho Pacheco

    Para além doutro Oceano

    Assinado C. Pacheco, o poema foi durante décadas atribuído a uma personalidade literária de Pessoa. A descoberta do manuscrito autógrafo confirmou a autoria de José Coelho Pacheco.

  • Augusto Ferreira Gomes

    Por esse crepúsculo a morte de um fauno...

    Texto em prosa que aproxima a escrita literária da descrição de uma cena visual.

  • D. Tomás de Almeida

    Olhos

    Poema incluído no conjunto de provas do terceiro número.

  • Castello de Moraes

    Névoa

    Composição em prosa que integra o mesmo conjunto de provas.

Outros planos editoriais

Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, surge nos projetos de Orpheu 3, com a anunciada Saudação a Walt Whitman. O manifesto Ultimatum pertence a Portugal Futurista, de 1917, e não às provas conservadas de Orpheu 3.

Mário da Cunha e Sá aparece num plano intitulado Orpheu 3 e 4. Trata-se de uma colaboração projetada, distinta dos textos efetivamente presentes nas provas.

Luís de Montalvor e o grupo

Luís de Montalvor foi diretor do primeiro número para Portugal, ao lado de Ronald de Carvalho, no Brasil. A sua presença nesta história enquadra a formação do grupo, não uma colaboração nas provas conservadas de Orpheu 3.

Amadeo de Souza-Cardoso

Um dos planos manuscritos previa quatro hors-texte de Amadeo de Souza-Cardoso: ilustrações fora do corpo do texto. A colaboração projetada liga a aventura literária de Orpheu 3 às artes plásticas.

Das provas ao livro

Em 1983, a Nova Renascença publicou Orpheu 3 (Provas de Página), com edição de José Augusto Seabra. Em 1984, surgiu a edição da Ática preparada por Arnaldo Saraiva. Estas publicações deram acesso ao conjunto conservado, não a todos os projetos de colaboração anteriormente imaginados.

Legado

Uma revista ainda presente

O enquadramento histórico será aprofundado com artigos, imagens e referências selecionados pela Direção.

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